EDITORIAL
PERMITIDA a reprodução de textos e fotos, desde que citados fonte e autoria.Reservados todos os direitos autorais. Os textos reproduzidos nem sempre refletem a opinião do editor. VISITE www.picasaweb.google.com/sergiosempe
| 27/11/09 |

Marcadores: Brasil, comodismo, demagógico, filhos, riquezas
| 30/09/09 | |
Jayme Copstein
Quem deseja morrer por Zelaya? A pergunta absurda nasce de uma idiotice levantada por alguém nos bastidores do Governo, transpirada e por fim abafada prontamente pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, com a declaração peremptória de que o Brasil “não pretende intervir militarmente em Honduras”.Marcadores: America Central, Honduras, Itamaraty, Zelaya
| 12.08.2008 DESOBEDIÊNCIA CIVIL por Ralph J. Hofmann |
| “Não é suficiente ser deixado em paz por um governo que pratica a corrupção sistemática e cobra impostos para fazer mal a seu próprio povo!” – Henry David Thoreau Citei esta obra de Thoreau num artigo uns dois anos atrás, não me lembro em que contexto. Mas o assunto sempre volta no Brasil porque passam os anos e sempre que nossas autoridades têm a oportunidade de corrigir graves distorções constata-se que não existe no “mercado” dos dirigentes da nação qualquer centelha de generosidade e auto-sacrifício pelo bem maior da nação. Esta manhã o que me leva a este comentário é a decisão de que, sim, os candidatos com processos, freqüentemente muitos processos, em andamento, tem direito a serem candidatos. Isto significa a penalização do inocente para proteger os direitos do culpado. Isto num país onde se empurram os processos com a barriga até que sejam arquivados por decurso de prazo. Creio que ao escrever o “Bill of Rights” e os documentos daí decorrentes. De onde derivam todas as constituições e declarações de direitos humanos, se visava com isto o direito à liberdade do indivíduo. Não seria mais possível um cacique ou um chefete local inferir uma culpa a um indivíduo sem provas razoáveis. Trata-se, por exemplo, exagerando, do completo ridículo dos processos e fuzilamentos em Cuba no ano de 1959. Lembro-me de ver um jornal cinematográfico em que um oficial de Fulgêncio Batista era trazido para o estádio lotado. Um menino dentre a multidão gritava. – Ele matou meu pai. – Este simples grito na multidão servia para a condenação era o suficiente para que dez minutos depois o sujeito fosse encostado no “paredón” e fuzilado. Nós vimos isto. O governo de Cuba veiculava estes “tribunais”. Por séculos a justiça funcionou assim. Um desafeto podia acusar seu inimigo de alguma coisa e este seria executado, aprisionado, degredado ou escravizado nas galés sem muita investigação, sem se verificar as motivações do acusador, ou provas que apoiassem a acusação. E o reverso da moeda também era verdade. “Para os amigos: Tudo. Para os inimigos: Nada”. Mas o direito a ser considerado inocente até prova em contrário não me parece ser cerceado se a pré-condição para ser eleito for vinculada a não ter processos em andamento. Afinal de contas, existe a condição de pessoas que potencialmente oferecem risco de fuga que são mantidas encarceradas enquanto aguardam julgamento, ou por representarem risco de fuga ou por, se culpadas, representarem uma ameaça à população. Claro, no Brasil o direito de “habeas corpus” tende a ser abusado no caso de réus abastados. Talvez porque não existam prisões decentes para manter pessoas acusadas e não condenadas em um ambiente com certa dignidade. Daí por que exista a ridícula norma de prisão especial para bacharéis. Mas partir disto para autorizar um sujeito que tem processos em andamento a se candidatar a cargos eletivos, que por si só vem a escudá-lo de processos em cortes normais ou a postergar os processos para depois dos prazos de limitação já é liberalidade. Precisa haver uma cláusula “Chapeuzinho Vermelho”. Fica decidido que o Lobo Mau não pode ser tutor da menor Chapeuzinho nem de sua vetusta avó. A não ser que prove ser vegetariano. Mas aqui se decide que o lobo pode inclusive correr solto entre redis de ovelhas servindo-se das mais gordinhas e apetitosas. Já o cão pastor fica preso numa corrente recebendo uma minguada ração e uma tigela de água. Retornemos a Thoreau. Thoreau recusou-se a pagar um imposto “per capita” que o governo estabeleceu. Acabou preso. E ainda se recusava a recolher o tal imposto. O governo lhe ofereceu perdoar as dívidas passadas se pagasse o imposto corrente. Ele alegou que preferia ficar preso a pagar um imposto injusto para manter uma administração que considerava corrupta. O governo implorou que voltasse atrás. Ele continuou se negando. Finalmente, à sua revelia, seus amigos e parentes pagaram seus impostos (que a realidade eram apenas uma pequena quantia simbólica), à sua revelia para que fosse solto. E ele foi solto protestando. Dizia que era seu dever, naquele caso, praticar seu direito à desobediência civil permanecendo preso. Sabemos o que aconteceria no Brasil. Se Thoreau estivesse aqui, o governo simplesmente fingiria que ele não existe. Fingiria que não pode ser encontrado. Fingiria que não tem provas contra ele. Para que arriscar virar a canoa. Assim também o governo pode fingir que seus nomeados para ministros de tribunais, ministros de estado são pessoas ilibadas, dignas de administrarem o país. |
DESOBEDIÊNCIA CIVIL
Jayme Copstein
Qual o pior?
RETRATAÇÃO
Previsões.
A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE:
Vivemos tempos tormentosos.
Já não podes viver mais tempo conosco.
Pátria Minha
SABEDORIA
Juremir Machado da Silva
21.08, 12h00
ESTADO LARÁPIO
CANDIDATA “ME-ENGANA-QUE-EU-GOSTO”
27.08, 11h21
ANOS PERDIDOS
ESTOU COM SÍNDROME DE REGINA DUARTE
AS ‘CRISES’ DA DEMOCRACIA
A REVOLUÇÃO SILENCIOSA
Maria Nascimento Santos Carvalho
ATUALÍSSIMO !
Comemora-se, neste mês, o dia das mães.
Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
À pobreza de espírito - resisto.
Texto adaptado por Sergio A. Sempé
(Rubens Alves)
Era uma vez um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha.
Havia ratos de todos os tipos, grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade...,mas ninguém ligava para as diferenças porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso e que estava bem pertinho de seus focinhos.
Comer o queijo seria a suprema felicidade...
Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe, por que entre ele e os ratos havia um gato...; - o gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca...
Por vezes fingia dormir, mas bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco para que o gato desse um pulo e, era uma vez um ratinho...
Os ratos odiavam o gato e quanto mais o odiavam mais irmãos se sentiam. O ódio ao inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo: - queriam que o gato morresse ou sonhavam com um cachorro.
“Precisamos socializar o queijo ! ”
Como nada pudessem fazer, reuniram-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam o comportamento do gato – não se sabe bem para quem – e chegaram mesmo a escrever livros com a “crítica filosófica dos gatos”.
Diziam que um dia chegaria em que os gatos seriam abolidos e todos, então, seriam iguais.
“Quando se estabelecer a ditadura dos ratos, então todos serão felizes”, diziam os camundongos.
“O queijo é grande o bastante para todos”, dizia um.
“Socializaremos o queijo”, dizia outro. Todos batiam palmas e cantavam a mesma canção – era comovente ver tanta fraternidade.
Como sería bonito quando o gato morresse!..., Sonhavam. Nos seus sonhos comiam o queijo e, quanto mais o comiam, mais ele crescia, porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem, crescem sempre.
E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: “O queijo já!". Sem que ninguém soubesse explicar como, é fato que certa manhã, ao acordarem, o gato havia sumido...
O queijo continuava lá, mais belo do que nunca. Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco; - olharam cuidadosamente ao redor – aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era. O gato havia desaparecido mesmo.
CHEGARA O DIA GLORIOSO e, dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria.
Todos se lançaram direto ao queijo, irmanados numa fome comum.
E foi então que a transformação aconteceu, bastou a primeira mordida...
“Este naco é meu !.”
Compreenderam, repentinamente, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados. Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.
Assim, quanto maior o número de ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um.
Os ratos começaram a olhar uns para os outros, como se fossem inimigos. Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido.
E os olhares se enfureceram, arreganharam os dentes, esqueceram-se do gato. Eram seus próprios inimigos.
A briga começou...
Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas e, ato contínuo, começaram a brigar entre si. – Alguns ameaçaram de chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.
O projeto de socialização do queijo foi aprovado, nos seguintes termos:
“Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado de seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono”.
Como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados a ficar eternamente esperando e, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido. O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo; - tinham todos o jeito do gato, o olhar malvado, as presas à mostra...
Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora. O que teria acontecido?
Constataram, então, que não havia mais diferença alguma, pois todo o rato que fica dono do queijo vira gato e, não é por acidente que até os nomes são tão parecidos...
Desejo, antes de tudo, que cresçais. E, crescendo, possais ajudar vossos irmãos a galgar a parede íngreme e lisa do conhecimento. Que sofrais, pois que sofrendo podereis melhor valorizar o sofrimento alheio, absorvendo-o e compreendendo-o e, assim, fazê-lo menor. - Que ameis, pois amando carregareis em vosso peito, aconchegada das intempéries da vida, acobertada pelo telhado do acalento, a semente da Paz. - Que pranteeeis, pois que ao prantear vossas dores aprendereis a minorá-las em outros corações, não esquecendo de que aquele que se dedica a enxugar lágrimas alheias não terá tempo para chorar. - Que possais sorrir e, sorrindo, ilumineis o coração nebuloso de quem ainda não encontrou o caminho. - Que sejais felizes pois que, ao sê-lo, proporcionareis o mesmo aos vossos irmãos de caminhada, e a vossa alma estará limpa e o coração apaziguado. - Que a esperança seja a alavanca que elevará vossas vidas. - Muita Luz!Sergio Augusto Sempé
CARRETA - Foto de Sergio A. Sempé
